Confraria do Torricado com Bacalhau

Publicado em 17-02-2008

Pelas 12h00m do dia 17 de Fevereiro de 2008, na Praça da República em Samora Correia começou um encontro de Confrades convocado pela Confraria do Torricado com Bacalhau, estando presentes além desta, a Confraria Gastronómica do Ribatejo; A Confraria do Toiro Bravo; A Confraria da Chanfana; A Confraria Gastronómica de Almeirim e a Academia do Bacalhau.

O tempo não ajudou pois a chuva não deixou mostrar as capas no desfile previsto desta nova Confraria, assim rumou-se ao Restaurante a Ginguinha para o início do 1º Capitulo desta Confraria.

O 1º Capitulo teve inicio, após um ano de preparação em várias Assembleias Gerais, em que o Rei foi o Torricado com Bacalhau.

Os 12 novos Torricanos, vestindo a sua capa bordeaux e cinza e respectivo chapéu preto, juraram «Serei digno, serei fiel à unidade torricana», sempre acompanhados do chocalho símbolo desta Confraria e presente em todas as Assembleias.

Sendo «Uma brincadeira de rapazes grandes», mas com objectivos claros, preservar o Torricado como prato tipicamente Ribatejano e colocar em todos os cardápios regionais este prato, pois os Torricanos oriundos dos concelhos de Benavente; Salvaterra de Magos e Coruche a isso se comprometem.


CONFRARIA DO TORRICADO COM BACALHAU

Primeira Lembrança da Confraria
(para a unidade torricana)

O objectivo da Confraria do Torricado com Bacalhau é o de preservar, defender e divulgar tão nobre prato da gastronomia Ribatejana, património da cultura campesina da Lezíria, bem como outras tradições locais da região da Lezíria Ribatejana.

A muito digna Confraria dos defensores do Torricado com Bacalhau foi fundada em 27 de Fevereiro de 2007 pelos seguintes doze magníficos confrades: António Cardoso; Antonio David; Carlos Bacalhau; Carlos Salvador; Carlos Almeida; Custodio Silva; João Oliveira; José Custódio; José Moço; José Cruz; Manuel Fernandes; e Rui Figueira.

Os confrades fundadores serão designados como Magníficos Mestres ou Confrades de “Asa Branca” (sem peritoneu). Os restantes confrades admitidos pela confraria serão denominados Efectivos ou Confrades “Pixelim”. Os convidados a participar nas actividades da confraria, de forma pontual ou permanente mas que não sejam admitidos como confrades, serão designados como “Comensais” ou Convidados “Palmeta”.

A Confraria reúne uma vez por mês para desenvolver e alcançar o seu nobre objectivo. As Assembleias-Magnas mensais são designadas como “Reunião do Grande Conselho”. Compete ao “Grande Conselho” tomar as decisões sobre todos os assuntos relacionados com o funcionamento da Confraria. As Reuniões do “Grande Conselho” são marcadas durante as mesmas e sempre para o segundo mês posterior aquele em que se realiza a reunião em que se faz a marcação.

São símbolos colectivos da Confraria o Estandarte e o Chocalho. São símbolos individuais da Confraria a Capa Cinzenta e Vermelha, o Chapéu Preto à Lavrador e o Medalhão com Fita para usar ao peito. Os Confrades “Asa Branca” usarão uma Fita Branca no Medalhão e os Confrades “Pixelim” uma fita cinzenta.

A gestão das actividades para cumprimento das decisões do “Grande Conselho” são desenvolvidas pela Direcção de Confrades, designada por Chancelaria ou “Paus Mandados”.
A Chancelaria é composta por três Confrades, com os seguintes cargos: Principal; Escriba; e Fiel Depositário. Compete, pela mesma ordem, a um dos Confrades da Chancelaria presidir aos “Grandes Conselhos”. Os confrades só podem ser eleitos repetidas vezes quando não existirem mais confrades sem cumprimento do mesmo número de mandatos na Chancelaria.

A admissão de novos confrades é feita pelo “Grande Conselho”, a proposta de um confrade com uso de plenos direitos. A confraria tentará promover uma entronização de novos confrades uma vez por ano, de forma a preservar a instituição.

Cada confrade pagará uma quota mensal, que lhe será creditada no custo da participação do “Grande Conselho” do mesmo mês. A quota inicial, e até alteração aprovada pelo “Grande Conselho”, é de dez euros. A entrada de novos Confrades está sujeita ao pagamento de uma jóia, equivalente ao custo suportado individualmente pelos confrades fundadores no estabelecimento inicial da confraria. A falta de cumprimento destes deveres inibe qualquer confrade de participar nas actividades da Confraria. O Grande Conselho pode decidir pela suspensão ou exclusão de um confrade quando se verifiquem comportamentos contrários à Lembrança da Confraria, ou ao seu espírito, que perturbem ou ponham em causa a unidade torricana.

Compete ao último “Grande Conselho” de cada “Chancelaria” decidir qual a finalidade dos fundos angariados ao longo do mandato. Sempre que possível, os fundos em reserva a aplicar fora do âmbito da actividade da Confraria devem servir causas nobres de solidariedade social.

Durante as Assembleias-Magna é interdito a todos os confrades e convidados falarem ou discutirem assuntos políticos, religiosos e profissionais. Compete ao Grande Conselho estabelecer a penalização a aplicar aos prevaricadores por tal desrespeito, podendo a mesma ser de carácter monetário ou de serviço para a Confraria.

Aprovam a Primeira Lembrança, em 28 de Janeiro de 2008, os seguintes Confrades:

António Cardoso; Antonio David; Carlos Bacalhau; Carlos Salvador; Carlos Almeida; Custodio Silva; João Oliveira; José Custódio; José Moço; José Cruz; Manuel Fernandes; e Rui Figueira.


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